Avanço em acordo comercial entre Brasil e Japão fomentará comércio e negócios entre os países

09 de Setembro de 2015
Em encontro realizado por CNI e contraparte japonesa, Keidanren, empresários defenderam que governos iniciem as negociações de ampla agenda bilateral de comércio, investimentos e serviços.
 
As oportunidades do Brasil devem ser ampliadas na eventual assinatura de um amplo acordo comercial com o Japão, fomentando a ampliação comércio e do fluxo de investimentos no médio de longo prazos. Na visão de empresários e dirigentes da indústria que participam da 18ª Reunião Conjunta do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, que se encerra nesta terça-feira (1º), em Porto Alegre, o entendimento entre os dois países deve movimentar a economia em áreas como infraestrutura e logística, mobilidade urbana, energia e setores da indústria, a partir da melhora do ambiente de negócios brasileiro e japonês.
 
A expectativa é de que avanços ocorram até o fim do ano, tendo como referência a proposta de acordo de livre comércio construída pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e sua contraparte japonesa, a Keidanren, organizadoras do evento. Na visão do setor privado, o momento é oportuno. Nesta semana, o documento será apresentado aos ministérios de indústria e comércio de exterior de Brasil e Japão, em sua reunião anual (MDIC-METI) e a presidente Dilma Rousseff tem visita oficial ao Japão agenda para o início de dezembro. “É um momento crucial, em que renovamos os compromissos entre os dois países”, disse o presidente da Seção Brasileira do Comitê e diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira.
 
Segundo o secretário de Comércio Exterior, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho, o governo tem incentivado o setor privado dos dois países a buscar soluções para o aprofundamento da relação bilateral, em temas como comércio, investimento e serviços. A proposta de CNI e Keidanren, afirmou, será avaliada com cuidado. “Será extremamente útil para os próximos passos. O Japão é um dos países com grande potencial para a ampliação do comércio e investimentos bilaterais”, disse.
 
Para o gerente-sênior da Keidanren, Kiyotaka Morita, as economias de Japão e Brasil apresentam grande complementariedade entre os países. É preciso, contudo, remover entraves que hoje prejudicam que o fluxo de comércio de investimentos entre os países atinja o potencial, como barreiras não tarifárias ao comércio, a falta de um acordo de bitributação e medidas de facilitação de comércio. “Há muito espaço para avançar, por isso defendemos que os governos iniciem as negociações”, afirmou.
 
DESAFIOS INTERNOS – Em abril deste ano, o Grupo de Notáveis Brasil-Japão, composto por empresários dos dois países, apresentou ao governo federal sugestões para melhorar o ambiente de negócios bilateral, de forma a facilitar o comércio e investimentos. Entre elas, reformas no setor tributário, formação de mão de obra e investimentos em infraestrutura. “A redução do Custo Brasil e a questão da produtividade são assuntos que precisam de atenção, na visão das empresas japonesas”, argumentou o vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa no Brasil, Aiichiro Matsunaga.
 
 
Fonte: Portal da Indústria 
 

Turbinas eólicas com pás de aço

10 de Agosto de 2015
Pesquisadores do Instituto Fraunhofer Institute for Machine Tools and Forming Technology IWU I, em Chemnitz, Alemanha, e da Universidade Livre de Bruxelas (VUB) estão investigando o uso do aço como material de lâmina para pás eólicas. O projeto denominado HyBlade está voltado para o desenvolvimento da aerodinâmica e da cadeia de processo de fabricação das turbinas eólicas.
 
Essas turbinas fornecem eletricidadeambientalmente amigáveis, no entanto, os materiais plásticos utilizados nas grandes pás são quase impossíveis de serem recicladas. A fabricação com lâminas de aço oferece inúmeras vantagens: “A reciclagem torna o processo significativamente mais ecológico e as lâminas podem ser fabricados de forma mais precisa.” diz Marco Prohl , pesquisador do UIL.
 
A principal causa desta diferença encontra-se no processo de fabricação. Lâminas de plástico reforçado com fibra requerem tratamento manual do molde e mais tempo para a cura. Já as lâminas de metal podem ser produzidas mais rapidamente, com processos semelhantes aos da indústria automóvel.
 
Uma folha plana de metal é dobrada através de um molde. Em seguida, soldam-se as bordas a laser, formando um perfil fechado. A forma final é obtida com o bombeamento de uma mistura reutilizável de óleo-água em alta pressão no interior da lâmina. “O fato de que nós estamos dando forma a lâmina de dentro para fora nos permite compensar qualquer falha nas etapas anteriores, a geometria fica perfeita“, explica Prohl.
 
Os pesquisadores já produziram uma lâmina de 15 centímetros de largura. O próximo passo será a elaboração de um rotor inteiro para uma turbina de eixo vertical com lâminas de 2,8 metros de comprimento e diâmetro de dois metros.
 
Depois de instaladas, as turbinas serão testadas na Bélgica.
 
Fonte: ABCEM 

Gestão da água ganha importância na indústria

13 de Julho de 2015
No primeiro trimestre de 2014, no auge da crise hídrica que assolou a região Sudeste, o gerente de meio ambiente da ArcelorMittal Brasil, Guilherme Abreu, enfrentou o maior desafio de sua carreira: elaborar em curtíssimo prazo um projeto emergencial para atender a unidade de aços longos no município de Piracicaba (SP). A indústria estava ameaçada de reduzir a sua produção devido à drástica queda na vazão do rio Piracicaba, que chegou a apenas 5%. "O governo estadual cogitou até reduzir a outorga. Desenvolvemos um projeto de captação e dessalinização de água subterrânea e reservamos R$ 3 milhões para os investimentos. As chuvas retornaram, mas vamos concluir o projeto", afirma. Quando finalizado, diz, o sistema terá quatro poços com vazão de 50 m³/hora cada. "Não vamos mais depender da água do rio", afirma. 
 
Apenas em 2014, de acordo com estimativas do Instituto Aço Brasil, o polo siderúrgico nacional investiu cerca de R$ 200 milhões em iniciativas para gestão sustentável da água. Insumo tão importante quanto o minério de ferro, são necessários entre 2 m³ a 7 m³ de água para a produção de uma tonelada de aço. As principais iniciativas adotadas foram a redução da vazão de captação, aumento da capacidade e melhoria dos sistemas de recirculação de água, controle de vazamentos e perdas e implantação de alternativas de reúso. 
 
"Em 2004, quando da expansão da usina de aços planos de Tubarão (ES), implantamos uma estação de tratamento de água de reúso que utiliza o esgoto produzido na fábrica", afirma Abreu. Em 2015, a companhia prevê investir cerca de R$ 22,4 milhões na manutenção da estação de tratamento e em demais ações, que incluem a perfuração de poços nas usinas de Cariacica (ES) e Juiz de Fora (MG), esta hoje dependente da captação do rio Paraibuna. "Em Minas Gerais, não tivemos problema de estiagem, mas a legislação estadual é rígida em casos que haja necessidade de redução de outorga", diz. 
 
Em 2014, a Gerdau investiu R$ 172 milhões em ações de gestão de água e de proteção ao meio ambiente. Segundo Enio Viterbo, diretor de saúde, segurança e meio ambiente, os atuais sistema de tratamento e recirculação de águas industriais chegam a índices próximos de 100% dos recursos utilizados. "Nosso foco é buscar alternativas que visem a redução da captação externa, principalmente nas unidades instaladas em regiões afetadas por eventuais crises hídricas", diz. Com plantas industriais em 14 países, diz Viterbo, há um permanente esforço em desenvolver projetos que aperfeiçoem o sistema de reúso e minimizem o desperdício. " Hoje reaproveitamos quase 100% da água utilizada no processo de produção do aço." 
 
Desde 2000, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) investe em ações para reduzir o volume de captação das águas do rio Paraíba do Sul, que atravessa a cidade de Volta Redonda (RJ) e abastece boa parte do território fluminense. Em 2000, o volume captado do rio pela Usina Presidente Vargas era de 8,8 m³/segundo e hoje é de 3,3 m³, com meta de alcançar 1,5 m³/segundo em 2020. Segundo Antonio Carlos Simões, especialista em meio ambiente da CSN, o índice de reúso e circulação é de 92%, devendo alcançar 97% em 2020. 
 
Uma das medidas adotadas com sucesso foi a substituição de 34 trocadores de calor por sistemas de radiadores. Cada trocador utilizava 120 litros/seg para a troca térmica de óleo hidráulico enquanto os radiadores não utilizam água no resfriamento do óleo. 
 
Com três fábricas no Sul fluminense, a Votorantim Siderurgia investiu na implantação de estações de tratamento de efluentes e com isso vem obtendo índices de 95% de recirculação da água. Segundo Marco Tulio Lanza, gerente corporativo de segurança e sustentabilidade, o consumo vem reduzindo ano a ano. "Nas unidades de Resende e Barra Mansa, o consumo registrado em 1986 era de 0,15 m³/seg, caiu para 0,097 m³/seg em 2010 e fechamos 2014 com 0,092 m³/seg." 
 
Já a Usiminas adotou a disseminação de estações de tratamento de efluentes em suas plantas nos municípios de Ipatinga (MG) e Cubatão (SP). Segundo a assessoria de imprensa da empresa, o índice de recirculação de águas nas duas unidades é de 96%. Em 1997 era de 88%.
 
 
Fonte: Aço Brasil 


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